Prefira você também, pois elas se transformam, e a mudança te empurra pra frente!
por Mariana Lobo
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Anonymous deixou a mensagem: Acredito que tu exploras muito bem teu Universo, mesmo que muitas vezes ele se resuma a tentar se infiltrar no de outra pessoa. Pois somos um tanto parecidas, por mais que o mundo exista e gire conforme a sua velocidade. Pessoas como nós conseguem flutuar pela imensidão de nossos próprios universos, podemos estar onde quisermos, pois nossa imaginação nos leva lá. Fecho meus olhos as vezes e consigo imaginar-me à voar. Assim são as tuas palavras que leio todos os dias, me fazem voar!

Essa é a intenção das palavras, fazer com que possamos ir a lugares (e pessoas) que talvez jamais iremos, não por falta de vontade, mas porque pra algo acontecer, todas as coisas precisam cooperar. Eu exploro meu Universo interior como exploro o externo. Não suporto economizar vida. Choro o dia todo se isso me fizer sentir mais viva, da mesma forma que posso rir e aproveitar o dia comigo mesma sem me sentir solitária. Essa é uma arma que temos e não sabemos usar: estar a sós com nós mesmos. Flutuar nessa imensidão que é o nosso próprio ser é um presente de paz pro próprio espírito. Ah! Eu fico extremamente feliz em saber que todos os dias, pessoas parecidas passam por aqui ler as minhas palavras. Me sinto rodeada de amor e paz! :)

Gostaria de responder todas as asks e publicá-las, mesmo as anônimas, mas sei que fica chato. Quem preferir pode deixar um Email ao fim da mensagem que retornarei sem problemas, e será um prazer. Obrigada pela companhia! Leio todas as mensagens, sempre.

O ponto da vida

Um ponto a ser resolvido, ou simplesmente observado.
Da mesma forma que me peguei olhando pro nada, estava pensando em tudo. O tudo é assim mesmo, ele surge do nada, mas não vai embora assim tão fácil… Apenas se torna, permanece. Você se tornou, apenas permaneceu… sendo tudo, mesmo que hoje seja para todos, um nada, da forma que também deveria ser para mim.
Ah, mas eu… Eu sempre fui me usar as desculpas mais mentirosas pra acalmar meu coração, pra me ver sorrir por uns 4 dias e guardar as saudades, crises de choro pra um ou dois dias da semana, aqueles que você decreta hibernação: cama, coberta e comida.
Há um ponto que sempre me pego nele, distante… Lá eu vejo tudo, sinto tudo, mas ele é no meio do nada pois é nesses pontos que a vida costuma se resumir. Sei que vai andar quilômetros e quilômetros desse mundo procurando por algo em lugares e até em pessoas, mas a vida de todos resume-se num só ponto que não cabe a nós achá-lo, ele aparece quando quer e só deixa você sair dele depois de ver e sentir tudo. Rezo dia e noite para que você o encontre, pois como eu adoro me conformar com mentiras esfarrapadas, penso que talvez eu esteja lá e você encontre sentido nessa confusão, e que nesse ponto, eu seja uma das pontas que fecha o círculo.
Perco as contas de quantas vezes passo por esse ponto, e lá, te vejo te todas as formas, te abraço, te pego pra sempre, mas nunca consigo te trazer pro lado de cá.
A mente é mesmo uma arma, mas na sua, eu morreria da melhor forma.
— Prefira Borboletas

(Source: prefiraborboletas)

Silêncio escuro, mas transparente

Não consigo explicar o porquê de que quando penso em silêncio, me vem imagens de escuro na mente… Mas cheguei a conclusão de que deve-se ao motivo de remeter à solidão, e ela é escura, causa medo, terror… E convenhamos, nós fugimos o tempo todo do silêncio. Naquele canto silencioso da noite, de todos os cômodos da casa vazios, lá vamos nós coloca um “sonzinho”. 
A verdade é que morremos de medo de deixar espaço pra nos encontramos com nós mesmos. O silêncio faz com que todos os barulhos da mente gritem muio alto, a tal ponto de sentirmos vontade de chorar, e ali, no escuro e no silêncio, nos permitimos a esse maravilhoso feito que é chorar, mesmo que baixinho, e até escondido… 
Essa “escuridão” que é o silêncio, é a forma mais clara de conhecimento de todas as coisas. O silêncio mostra, responde, imagina, cria e realiza. No nosso silêncio muitas coisas estão sendo planejadas e muitas já acontecendo em algum cantinho desse enorme universo, nada mais nada menos porque o silêncio verdadeiro é um estado mental, que tem poder para o bem e para o mau, diga-se de passagem. Já me peguei em completo silêncio em meio a uma multidão falante, da mesma forma que já me peguei gritando por dentro sentada num banco de uma igreja silenciosa. É bobeira nossa achar que o escuro envolve o silêncio, e pior é fugirmos dele, pois quando as luzes se acendem, nem tudo que refletir brilho vai nos fazer sorrir.
Um dia, li em algum lugar que “o silêncio nos mostra que o todo o barulho era desnecessário”, isso se captarmos sua essência e sabermos desfruta-lo sem mimimi existencial. O silêncio é tão nosso companheiro quanto nós mesmos. Lamentável é ver pessoas que ao se depararem sozinhas sentem-se abandonadas e solitárias. A partir do momento que aprendemos a fazer coisas que satisfazem somente a nossa alma, ficar sozinho não mais será um problema, mas um prazer. E no meio disso tudo, o silêncio será só mais uma melodia da sua playlist favorita.
— Prefira Borboletas

(Source: prefiraborboletas)

Estou em todos os lugares

Ah se soubessem como é difícil me prender…
Eu vivo por todos os lugares, nunca estou aqui e nem lá. Não estou nem aí!
Não tenho vergonha ao dizer e pensar que passando dos vinte e tantos, ainda não sei onde quero “criar raízes” pois sempre fui do tipo que quer tudo ao mesmo tempo. Hoje eu quero estar aqui no meu sofá, mas amanhã vou querer estar no Caribe pagando de rica, mas depois de amanhã já irei querer estar numa barraca no meio de uma floresta qualquer vivendo com pouca comida, e mesmo assim, jamais me sentindo pobre. Calma, eu prometo que não vou apelar pro clichê que eu sou rica por dentro. Tá, tudo bem, pode ser que sim (para alguns), mas essa mania de querer tudo e todos os lugares só me faz pensar de que estou completa. Ah, e aí você me pergunta: Completa de quê se nada está bom pra você?
E é exatamente aí que você se engana. Essa coisa de querer todos os lugares, de querer ir e vir quando me dá na telha é o que me completa. Eu realizo todas as minhas pequenas vontades e isso me torna uma pessoa completa. Tudo bem que alguns até acham que eu nunca vou ser nada na vida, nunca vou ter uma família por ser maluca desse jeito, inconstante e nômade… Mas eu já tenho tudo isso, eu já sou alguém. Quanto a ter uma família, eu já tenho, se é essa a resposta que procuram. Ou quem me trouxe foi a cegonha? Façam-me rir. Claro que quero construir a minha família, mas é consequência das minhas rotas… Uma hora vai aparecer alguém, uma hora eu vou aquietar num cantinho e ficar ali, fisicamente, já que mentalmente eu estou em todos os lugares.
Pobre de quem tentar me fixar num lugar só, terá stress e decepção. Deixei-me assim, livre… E eu sempre irei voltar. 
Quero me completar nessa leveza de ser, de me permitir ser o que eu quiser na hora que eu achar que convém. Você pode até achar que eu sou uma rebelde sem causa, mas eu sou bem cuidadosa com tudo e todos. Eu só quero aproveitar os lugares, essa vida que é tão corrida. Pra quê parar num cantinho só quando tudo pode ser provado? Ah… Eu tenho certeza que Deus, ou o que vocês acreditarem, não criou esse universo gigante com bilhões de pessoas pra que cada uma escolhesse um buraco para entrar e ficasse ali até morrer. Ah, disso eu tenho certeza!
— Prefira Borboletas

(Source: prefiraborboletas)

Um susto atrás do outro

De novo no quarto, sufocada por cobertas e músicas que nem consigo acompanhar as letras no fone. Qual é dessa vez? Claro. Mais um agito do universo, um choque de realidade, uma puxada pelos pés para voltar a terra.
Como começou num susto, assim acabou. Mas acabou em partes, pois quando um não quer dois não fazem. Estou firme, mesmo que em muitas noites acorde sentando-me na cama rapidamente como uma criança que sonha com bruxas, monstros ou qualquer outra bobeira. Talvez essa seja outra bobeira, que daqui alguns anos nem valha mais nada, mas como trabalho com os dois lados da moeda, talvez essa bobeira daqui 5, 10 anos, ainda me pegue de surpresa de madrugada, com sustos, lágrimas e “insônia”, aspas pois o motivo é claro.
As músicas que ecoam em minha mente através dos fones só servem pra me fazer chorar, mas me disseram que isso é bom, que tenho que colocar tudo pra fora e sentir a dor de modo que ela se esgote, então, vamos lá. Mas posso ser sincera? Não sei bem ao certo porque estou profundamente triste, eu sempre soube que na vida tudo é um risco, que nós temos que apostar fichas em algo pra ver os resultados, e se elas não funcionarem, fica pra próxima rodada… Essa é a vida. Montanha russa.
Agora, ouvindo outra música sem letra aqui, senti o motivo da dor. Deve ser por mais uma vez planejar, traçar caminhos e de repente, ter que recomeçar. Eu sinceramente odeio quando as coisas não seguem o meu script, mas esse é o problema, ou a resposta: só escrevo os meus, infelizmente.
Choro, soluço, respiro, seco o rosto e me preparo pra próxima música. Morro nos meio dos meus pensamentos, choro de saudade, tomo sustos de madrugada, mas durante o dia faço as minhas coisas, escrevo outro script. Deixo meu motivo entre parenteses, para que se precisar ser citado novamente (oh yes!), eu comente nas linhas finais. Do contrário, permanece ali, como algo irrelevante, citado no meio dos parágrafos cotidianos.
— Prefira Borboletas

(Source: prefiraborboletas)