Como se ficar sem pessoas fosse algo solitário

Ridículos.
Quem disse que a ausência das pessoas nos tornam sozinhos? Um grande idiota que não sabia desfrutar de sua própria companhia. Que nunca nos enganemos que presenças preenchem vazios, mas que nunca nos conformemos de que sozinhos o tempo todo, somos melhores. Temos nós, tendo isso, temos tudo. Não devemos dedicar importância menor para o caso de que poucos sabem sobre a nossa vida, ganhos e perdas… Ou até mesmo sobre a nossa existência; assim as traições são menores… Essas que nascem de fofocas, quando nos esquecemos que tudo que os outros sabem, é porque contamos pra alguém (mesmo sendo esta a mais confiável, aparentemente). Tudo é menos arriscado quando se tem menos pessoas por perto, mas tudo torna-se pacato quando não sabemos fazer disto um tempo de conhecimento, tempo para descobrir como lidar com um grande tesouro, o nosso “eu”.
— Prefira Borboletas

“Pior do que uma briga de 2 horas sem parar, é uma noite toda mal dormida por 2 palavras não ditas.”

– Prefira Borboletas

Anonymous asked: Olá, meu nome é James, sou um leitor assíduo do seu blog e um grande admirador de suas formas e meios de se expressar...Em meio a toda essa emoção, essência.. Intensidade... O que você me diria sobre amor próprio'.?.

Obrigada James, sempre bom ter gente acompanhando aqui! :)
Vejo o amor próprio como a base de tudo, de tudo mesmo. Se você se ama, ama intensamente seus pais, sua família, seus valores, pois de lá você veio. Se você se ama, jamais deixará que alguém te faça de tapete, e quando você se liga nisso, você não simplesmente vai, mas corre pra longe, e cresce. O amor próprio é o equilíbrio do ser humano, o meu equilíbrio, com toda certeza… Pois, vejamos; uma pessoa que põe fim na própria vida e encerra tudo, só faltava-lhe isso, amor próprio. Eis a importância de alimentarmos o mesmo tanto quanto alimentamos amores por pessoas e coisas que mal sabemos quanto tempo vão ficar em nossas vidas. :)

Estamos morrendo

Morro de medo da morte.
Morro de medo mesmo sabendo que a cada dia que passa e levanto-me, seja na maior alegria ou na mais profunda tristeza, estou um pouquinho mais morta. Não quero que isto soe triste ou dramático, quero que sirva pra me acordar, acordar o vizinho, acordar os mais novos que acham que tem todo tempo pela frente… Mal sabem que o tempo é algo relativo, o tempo está correndo e rindo na nossa frente, ao mesmo tempo que se mostra amigo. O tempo é aquele colega interesseiro que ninguém consegue afastar pois por algum motivo, ele ainda interessa, porque nós também, somos seres pra lá de interesseiros.
Será que o meu eu sabe que morre à cada palavra que deixo de dizer no momento certo? Será que eu sei que os dias que passo, não deitada, mas apodrecendo no sofá entregue ao tédio, mato-me mais e mais enquanto tenho um dia, um sol, um raio de luz lá fora? Creio que não, e para camuflar tudo isso, aceito pra mim que estou descansando, que eu escolhi aquele momento, como se eu tivesse escrito numa agenda do passado: “Tal dia irei ficar o dia todo no sofá pois não há mais nada que me interesse no universo, eu tenho todo o tempo do mundo para ver tudo que quero, o tempo que espere.”
Pobre ilusão. Ou doce, para o meu ego. Eu tenho que reafirmar que eu morro de medo da morte, assim como Raul Seixas deixou em sua música Canto Para Minha Morte. Será que ela vai deixar eu acabar o que eu tenho que fazer?” Com certeza, não.
Muitos de nós estamos morrendo no silêncio, ou já estamos mortos. Abrir os olhos e andar não me torna um ser humano mais vivo, mas a minha alma quando grita por algo, isso sim é vida. O mover dos meus pés até uma esquina só pra sentir o Sol, isso sim. Aquele choro mais doído me faz viver tanto quanto aquele sorriso mais largo de doer as extremidades do rosto. Somos egoístas ao mal dizer à vida em momentos tristes, pois estes nos mostram que ainda sentimos, que não nos tornamos robôs… Já disseram por aí que os momentos tristes existem para que possamos aprender a valorizar os felizes, pois do contrário, não saberíamos o valor de nada. 
Cada minuto que deixo de tomar uma decisão, mesmo sem saber se ela será boa ou ruim, me sinto um pouco mais sem vida, pois me privei do risco, quis viver como um ser perfeito que só toma as decisões corretas. Que coisa mais mesquinha, não é? E o fazemos a todo instante, muitas vezes nem pra nós, mas pra mostrar o quanto somos bons em tomar atitudes, em escolher caminhos… Estamos nos matando pouco a pouco, morrendo sorrindo, sem saber que abaixo da terra, as feições mais felizes ficam congeladas e sérias… Os olhos mais brilhantes, fechados… E as mentes mais agitadas, estagnadas. 
O medo da morte não pode me cegar ou me parar, tem de me empurrar, mas só de saber que estou morrendo assim, me faz querer viver, me faz querer acordar, acordar o vizinho, acordar os mais novos que acham que tem todo tempo pela frente.
— Prefira Borboletas

Em uma dessas conversas

Em uma dessas conversas eu descobri que não queria alguém para beijar e abraçar, mas alguém pra me preocupar, cuidar, telefonar. Em uma dessas conversas deixaram bem claro que amor se encontra sempre, mas o ideal anda pelos cantos, tampando o rosto e coberto de disfarce. Em uma dessas ruas dei de cara com alguém que julguei paixão e alimentei, e quis, desejei. Em uma dessas voltas da vida, o tempo passou e levou essa tal paixão que passou pelo cantinho da própria, da vida. Em uma dessas conversas, vi que essa paixão era amor, pois para ser superada, só se fosse por meio da imaginação.
— Prefira Borboletas

Marcas de Sol

Ah, mas pra quê que eu fui reparar nessa marca de Sol nos meus pés. 
É como uma linha que divide, pele clara de pele escura. Eu, naturalmente, sou branca até demais, qualquer Sol já me arde toda a face, mas meu pés não cansam, continuam a andar abaixo de Sol ou chuva. Que delícia ser assim. Por muito tempo eu tive medo de caminhar em direção à algum objetivo ou até mesmo para alguém por pura insegurança, mesmo com pés firmes, a cabeça estava fraca demais pra acreditar, e o coração fechado demais para se entregar, mas quando aparece um Sol, eu não resisto, eu vou em frente, mesmo sabendo que no fim da tarde ele some, mas lembrando que tenho o dia todo para curti-lo.
Eu sou dessas pessoas que trabalha de calça jeans e um sapato fresco, às vezes o pé fica exposto e o Sol não deixa de queimar. Sou dessas também que usa camiseta, algo bem natural pro cotidiano, e Sol não deixa de queimar meus braços e fazer uma linha, ali, pra cima dos cotovelos. Ah, não interessa se o dia está feliz ou triste, se ganhei ou perdi, o Sol está ali. Tenho umas 30 marcas em mim, nem todas de Sol, algumas por um sol que já tive, outras, de coisas que pensei ser um Sol quando na verdade eram chuva. No fim das contas, vi que a chuva vem pra bem, mesmo que não pareça, ela deixa marcas, mas em cada chuva, um pouco disso tudo vai embora, então que chova mais.
Mas o Sol, ah o Sol não quer saber. Ele não deixa de fazer sua tarefa de brilhar o dia e esquentar os frios porque estou exposta à ele, da mesma forma que a vida não para pra eu ajeitar uma forma de fugir dessas queimaduras ou dessas marcas, sim, essas marcas ridículas do Sol, ou do meu sol.
Quero sempre ter o Sol, o sol. Sempre, com suas marcas, mas como sou inconstante, também quero sempre a chuva, a chuva e suas marcas, que marcam de primeira, mas aos poucos vão embora. Quero essas marcas, pois se ficam marcas, é porque valeram de alguma coisa, sejam para alegrias ou para aprendizado.
— Prefira Borboletas

SORRiso.

Diga com muitos risos tudo aquilo que cresceu entre lágrimas. O sorriso é um bem. Se alguém te faz sorrir (e não rir) isso deve ser refresco pra alma. A gente pode rir o dia todo, mas só a gente sabe quando está sorrindo. Ninguém usa sorriso como escudo da tristeza ou pra mentir que está bem. O sorriso falso sai torto, todo feio. A risada não, ela sai alta, mas nem todo som alto emite boas vibrações. As lágrimas podem muitas vezes lavar o rosto todo e podem rolar sobre os lábios, cobrindo um sorriso. Risadas não saem entre lágrimas, só sorrisos. Analise essa diferença.
Saiba quem merece seu riso ou todo o seu sorriso. Saiba cantar com um riso, e até arrisque encantar com um sorriso.
— Prefira Borboletas

Anonymous asked: Olá, boa noite! Gostaria de pedir um concelho. O que você acha sobre namoro a distancia? acha que o amor pode ser maior que as dificuldades? Estou em uma situação parecida,

Acho que isso caminha com dois pilares: fase e maturidade.
Maturidade pra saber lidar com o humor do outro de longe, porque vai ter dias de estresse que você vai levar sem ter o que fazer, vai ter dias de choradeira de saudade e todo um drama que você tem que entender, já que coisinhas inesperadas do cotidiano influenciam em tudo, quando num namoro não é diferente. Maturidade pra ver que traição é pura falta de coragem, maturidade pra ver que se não aguenta ficar sem se enroscar fisicamente com alguém por semanas ou até meses, ter cara pra ir lá e dar um ponto final. Não usar a pessoa como caminho pra aprender, ninguém quer ser coadjuvante de graça. Maturidade pra saber que terá de abrir mão de certas coisas e agarrar outras pra que fique tudo bem.
Fase. Se você tiver na fase mais carente da sua vida, só vai servir pra que fique chorando, reclamando da distância e tornando do namoro um caos e o ouvido do outro, um pinico. Estar na fase de namorar para construir futuro, não pra simplesmente “ter” alguém, porque com distância, você praticamente não tem. Distância nunca foi barreira. Se tem carinho, compreensão, e melhor ainda, o famoso amor, pronto. Não tem que dar errado, basta esforço de ambos e vontade. Sim, já estragou muito namoro por aí, já fraquejou milhares, mas é tudo questão de fase e maturidade. Não é porque um não deu, que todos tem que dar errado. Vontade e maturidade, isso define. Claro, de ambos. Uma pessoa não pode pensar, querer e agir por duas! =)

Ouvindo Tim Maia, só sabia escrever sobre ela…

Eu Amo Você. Ele não a amava, à princípio, mas sentia imensa necessidade de sua presença. Amava-a gostando, mas gostando inteiramente, um quase amor, mas ele nunca deixava ser amor. Ela não sabia de nada, ele só escrevia. Ele morria de medo, então guardava tudo pra ele. Tim Maia ele aprendeu a ouvir num rádio velho que encontrou no sítio de seu avô. Ninguém mais ouve rádio, mas ele ouvia, pois as estações locais geralmente, só tocam músicas antigas, que hoje não são levadas à sério com tantas batidas novas. As pessoas não sabem que na rádio tocam as músicas boas, as velhas, ou seja, as boas, e ele, não contava pra ninguém. Tinha ciúmes da música. Tinha ciúmes dela, mas não tinha ela. Não sabia se um dia teria, mas sabia que já a tinha, na verdade, ali, dentro dele ouvindo seu rádio.
Embaixo de sua cama, só havia papéis, todos amassados, em cada amasso tinha um rabisco que no momento, foi dedicado à ela, mas ele logo se arrependia. “Eu amo você, menina”, cantava ele morrendo de medo de alguém ouvir, como se fosse algo proibido, e na verdade é, mas assim como as músicas do rádio, ele não contava pra ninguém. O amor virou doença pras pessoas, é repudiado só porque machuca. Tudo machuca, mas o amor… Ah, o amor é popular. “Pensa que vai não vai ser possível?” repetia pra si mesmo, cantando com a música… “De lhe amar…”, sempre morrendo de medo. “Eu amo você, menina”. Certamente, ele foi muito machucado, mas foi machucado de verdade, não trocado. Ele não sabia como muitas vezes, o veneno é o mesmo que cura. Ele sabia de tudo, na verdade, mas tinha medo. Preferia ouvir tudo pra si. Falar pra si. Escrever pra si.
Ela também, ela cantava. Cantava de longe pra ele… “Pensa que não vai ser possível lhe conquistar?”, com o coração cheio de dor. Ela não sabia nada. Menina é bicho medroso, espera sinais pra falar tudo, pra mostrar tudo… Mas ah, ele também esperava por sinais, só que nesse vai e vem, as coisas pequenas se perdem no meio das melodias, como notas que passam despercebidas, como se ninguém as ouvissem, quando elas fazem a diferença na canção. Ele ouvia Tim Maia daqui, ela dali… Ele ali, ela lá. Medo. Medo dele, insegurança dela.
Ah, se as músicas falassem… Só passaria o recado: 
Eu amo você, menina. Eu amo você, menino.
Sem ninguém saber, só de ouvir… Ali, no rádio do avô.
— Prefira Borboletas

Não sabe se frita os olhos, ou a mente.

Tarde da noite e os olhos ardem de tanto encararem a tela. Sono tem, mas vontade de dormir não. Vontade tem sim, só os olhos que não. A mente quer, mas os olhos ficam vendo tudo mesmo fechados, escravizando a mente.
Abre qualquer site de artigos pra ler sobre comportamento ou até ver receitas de comidas para solteiros, mas não adianta, a hora não passa, os olhos não vêem. Está vendo tudo sem ver nada. Não lê nada, não absorve nada, pois nas primeiras linhas, o cérebro manda a mensagem de “não continue, você já sabe como vai terminar esse parágrafo”, e assim, dá uma rápida passada de olho no finalzinho e vê que o pensamento que soou forte, tinha mesmo razão. Você já reparou que quando mais se precisa aquietar a mente é que os olhos ficam loucos? Eles devem morrer de ciúmes, mesmo que trabalhem juntos com a mente. E como trabalham. E como dão trabalho. Cenas que um dia vimos e a mente guarda pra sempre, pois sabe que os olhos não são cuidadosos. Ou, coisas que a mente imagina todos os dias, pois sabe que talvez, os olhos nunca verão… Aiai, é tarde da noite e os olhos ardem. Ardem de chorar, ardem de saudade, ardem de imaginar. A mente frita com as imagens dos olhos. Só se sabe que é preciso dormir. Só. A tela mostra mil coisas, os olhos também, a mente também. 
Que confusão. Não sabe se deita ou se levanta andar, não sabe se continua fritando os olhos, ou deixa a mente, a fritar.
— Prefira Borboletas

Voltando pra casa

Todos os dias eu tenho que acordar cedo. Não interessa se eu quero ou não, se lá fora faz sol ou chuva, eu simplesmente tenho meus afazeres cotidianos que são baseados em horários. Péssimos, na verdade, mas a humanidade caminha nesse tal “horário comercial”. Os afazeres não são à porta do prédio, é preciso o uso de transporte público ou das próprias pernas, pernas que de tanta pressa e estresse cotidiano, esticam-se quase arrebentando todas as ligações. E será que esses pepinos que trazemos pra casa vale o dia? Será que um dia de irritação terá tempo para uma reconciliação no dia de amanhã? Com certeza não, e há macaquinhos na minha cabeça batendo sinos, dizendo que preciso viver, e viver não se resume em ter dinheiro. Há muito tempo eu deixei de lado aquela vontade de criança de “quero ter muito dinheiro”, o dinheiro auxilia, não cria, não te faz viver, só ter, ter. Quem muito tem, nada tem. O ponto que quero chegar é que sinto todos os dias, imensa vontade de sacudir as pessoas para que parem de só existir e simplesmente sigam a vida cumprindo tarefas impostas. Ninguém disse que saindo do ensino médio, indo pra faculdade e sendo um engenheiro é a fórmula da felicidade. Eu tenho pavor disso tudo, dessa rota traçada de vida. Eu não segui esse caminho, e não julgo quem segue pois pra alguns é sonho… Mas, em nossos sonhos há sempre uma limitação, nem todos eles chegarão até o final, pois infelizmente há sempre imprevistos por todo lado, por todo o caminho. Só queria ver as pessoas vivendo de forma sólida, sem superficialidade. Eu tenho vivido muito mais, mesmo que ninguém esteja vendo, mesmo que eu não conte isso dia após dia nas redes sociais e registre esses momentos em algum aplicativo. Voltando pra casa todos os dias, eu vejo milhares de pessoas passando por mim com celulares nas mãos, pastas embaixo do braço, homens e mulheres vestindo social andando com muita pressa, como se o tempo estivesse correndo contra eles. O tempo só está passando, e não correndo, isso não deve ser assustador, deve ser um alerta. Não há sorrisos no bom dia do vizinho, não há um “bom descanso” na volta pra casa. Só pessoas existindo. Volto pra casa como quando saio atrasada, esticando as pernas com muita pressa, assim como eles, quase arrebentando todas as ligações, o que só me faz chegar em casa com as pernas todas doendo, mas vale. Em casa tenho silencio pra agradecer pelo anseio do novo, pro Sol que saiu, pro vento que refrescou, enquanto muitos, voltando pra casa, sentam na mesa e reclamam do dia corrido, que na próxima segunda-feira continua sendo o mesmo, pois o medo de mudar sua rota diária, ultrapassa o nível de estresse causado pela sociedade. Em dias calmos, voltando pra casa, até compro um chocolate, com muita sorte pego um lugar pra sentar no ônibus e venho sorrindo só. É um tempo. Todo minuto é tempo pra ser calmo, e se estamos no transtorno diário, a calma deve ser a hora e não o minuto. Tem que sair de dentro, assim como a vontade de fugir do que nos é imposto. Volte pra onde você sonhou, volte pra sua casa, pro seu verdadeiro lugar de conforto, mesmo que esse lugar seja do outro lado do mundo.
— Prefira Borboletas

Não queremos precisar de ninguém, mas queremos alguém. Queremos tanto seguir sozinhos, mas no caminho, temos outro querer tanto. Um querer que faz bem, mas nos dá medo. Um querer que a gente não sabe onde nasce, mas sabe que vem de dentro. Coração não. Coração é piegas. O racional faz um acumulado e gosta. E quer. Quer ter perto, mas a gente não. A gente quer mas tem medo. A gente quer dizer mas não sabe se quer ser ouvido. A gente até quer amar mas tem medo do não correspondido. A gente quer viver, mas viver é difícil de ser praticado, precisa treinar um bocado, mas quando acha-se um amado, vive-se tão bem quanto um milionário. Milionário? Quem disse que é feliz esse alienatário? Dinheiro é pedra no sapato. Dinheiro é até visto como solução, mas o vejamos como opção, para que no coração, haja espaço somente para conciliação. Talvez se nos reconciliarmos com a vida, nos reconciliemos com o amor. Paremos com essa autossuficiência, pois assim, haja paciência. Precisamos permitir mais, deixar mais, falar mais, mas falar por nós mesmos, não usando o geral como amuleto, como estou fazendo nesse folheto.
— Prefira Borboletas

Quem foi que te contou que lá fora chove? A casa está toda fechada, não há como entrar se quer uma gota d’água. Mas, sabe você que é preciso abrir as janelas todos os dias para que o vento limpe tudo? O mofo não é uma lenda. Aposto que se esquece disso. Nem eu sei disso.  A varanda do meu quarto está alagada, não há rodo por perto para desviar o caminho da água, o Sol esconde-se há dias pois não mais quer ser vítima. A minha sala está vazia, as flores mais vivas do que nunca, elas só precisavam de espaço para crescer. Meus gatos já não se acomodam em um canto, pois a casa está uma bagunça só. Acomodam-se por todo canto, por cima de tudo. Menos eu. Eu que impaciente sento no sofá. Cada hora em um lugar. Queria abrir todas as janelas da casa, mas chove lá fora. Pode um sol sair aqui de dentro? Claro que sim. Aposte em mim. Que sim. A minha casa é a sua casa.
— Prefira Borboletas

Inventa você mesmo um caminho para que trilhes a felicidade e saiba sempre por que porta entrar para tal. Se esperares alguém criar a felicidade em ti, o mesmo, quando fores embora tens todo o direito de levá-la pra longe, pra outro alguém. Cria você. Sê e a felicidade gruda em você.— Prefira Borboletas

Inventa você mesmo um caminho para que trilhes a felicidade e saiba sempre por que porta entrar para tal. Se esperares alguém criar a felicidade em ti, o mesmo, quando fores embora tens todo o direito de levá-la pra longe, pra outro alguém. Cria você. Sê e a felicidade gruda em você.
— Prefira Borboletas